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‘Agora é que é’ es nuestra canción del domingo. Es el corte número 7 de “Moura”,  último álbum  de estudio de  la gran fadista Ana Moura, publicado en noviembre de 2015. El tema fue compuesto por Pedro Abrunhosa que también firma otra canción del disco, el segundo single; ‘Tens os olhos de deus’.  No es la primera vez que la artista cuenta con el autor portugués,  ya que en su anterior álbum, el premiado “Desfado”, también figura una canción escrita por él: ‘Fado alado’. Tres grandes temas que demuestran el gran compositor que es Pedro Abrunhosa.

‘Agora é que é’ es un tema que invita a bailar y que en directo suena así de bien:

Faltam palavras
P’ra loucura do momento,
Alguém mentiu no juramento,
Alguém nos trouxe este pesar.
Salvem as pratas
Pela porta do jumento,
Já não temos muito tempo
E ainda havemos de dançar.

Não houve balas,
Nem vontade de atirá-las,
Não faltam bate-palas
A quem nos traz tanto penar.
Houve promessas
E agora faltam peças,
Levam louças e sanefas,
Cuidado, querem voltar!

Agora é que é,
Agora é que é!
Ou fazemos malas
Ou fazemos marcha à ré.
Agora é que é,
Agora é que é!
Ide lá buscá-las
E quem caiu ponha-se em pé!

Houve canasta
E uma gente muito casta,
Um ar sisudo é quanto basta
(P’ra) Cair nas graças da vizinha.
Vinham de fato
Engomado na gravata,
À mesa com quatro facas
E uns alarves na cozinha.

E houve festa
De gente que se detesta,
Eu não tenho um T na testa,
Que bem os via na vidinha.
Foi-se a saúde
Com os galãs de Hollywood,
Maracas e alaúde,
E agora toca a dançar!

Agora é que é,
Agora é que é!
Ou fazemos malas
Ou fazemos marcha à ré.
Agora é que é,
Agora é que é!
Ide lá buscá-las
E quem caiu ponha-se em pé!

Já não me lembro,
Se foi num dia de Setembro,
Já nem sei se era membro,
Ou se lá estava por azar!.
Abram as comportas,
Que frio vem dessa porta,
Tanta gente a dar a volta
E o Baile vai começar!

Agora é que é,
Agora é que é!
Ou fazemos malas
Ou fazemos marcha à ré.
Agora é que é,
Agora é que é!
Ide lá buscá-las
E quem caiu ponha-se em pé!

Veio a Justiça,
Chegou à cavalariça
Ao cavalo ninguém atiça,
Não vá o chão empinar.
Fizeram frete
De apreender o canivete,
Com o sabre ninguém se mete,
Há tanta história p’ra contar.

Chegou a fome
De tirar a quem não come,
De vender até o nome
Por tuta e meia e um jantar.
Virar faisões,
Comprar porta-aviões,
Vou ali contar tostões,
Ai que vontade de mandar!

Agora é que é,
Agora é que é!
Ou fazemos malas
Ou fazemos marcha à ré.
Agora é que é,
Agora é que é!
Ide lá buscá-las
E quem caiu ponha-se em pé!

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